Julho
de 2007 - Diário de Notícias
Ministro promete rever competências das polícias
O novo ministro
da Administração Interna deseja o mais amplo
consenso político em matéria de segurança
interna, garantindo que em finais de Setembro chegará
ao Parlamento, para aprovação, o respectivo
projecto de lei, assim como o da Lei da Organização
da Investigação Criminal (LOIC).
"O assunto
envolve direitos e garantias fundamentais dos cidadãos,
como são a liberdade e a segurança, e estou
certo que vai haver consenso político", disse
ontem Rui Pereira na Cooperativa Militar, em Lisboa, durante
a apresentação do n.º 3 da revista Segurança
e Defesa, dirigida por José Manuel Anes.
A questão
do consenso foi levantada pelo DN, no sentido de saber se
o ministro gostaria de ver aqueles projectos de lei ancorados
num pacto para Segurança Interna, de âmbito político-parlamentar,
semelhante ao que foi assinado em Setembro entre PS e PSD
para a Justiça. Rui Pereira lembrou que presidiu à
Unidade de Missão para a Reforma Penal, de onde saiu
a maior parte dos projectos de lei, sublinhando que o pacto
acolheu quase todas as propostas.
Neste sentido,
disse esperar que o mesmo consenso relativamente à
lei da segurança e à LOIC - consideradas estruturantes.
Mas, não disse se gostaria, ou não, de ter um
pacto entre os dois maiores partidos.
Sabe-se, aliás,
que esse pacto seria impossível neste momento, já
que o PS está isolado relativamente à proposta
de reforma da lei de segurança interna, aprovada a
1 de Março em conselho de ministros, onde se prevê
a criação do polémico Sistema Integrado
de Segurança Interna (SISI) para coordenar todas as
polícias.
Rui Pereira
considerou inusitadas a criticas que apontam o perigo de o
SISI ser governamentalizado. Frisou que a coordenação
das policias pelo secretário geral, nomeado pelo primeiro
ministro, não anula o comando dos responsáveis
pelos serviços e forças de segurança.
Relativamente
à LOIC, adiantou que estão a ser ponderadas
as competências de investigação criminal
a atribuir a cada órgão de polícia criminal
(OPC), recordando que em Portugal existem mais de vinte. |
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